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domingo, 15 de maio de 2011

MOLUSCO CONTAGIOSO

Descrição: O Molluscum contagiosum ou molusco contagioso é uma infecção cutânea provocada por um vírus (poxvírus) que produz pápulas rosa-brilhante e também branca brilhante, com um nódulo central branco. É comum pessoas com problemas de estresse, de ansiedade ou de diferentes transtornos psicológicos serem portadoras desse vírus, uma vez que essas condições são favoráveis ao vírus.
Usualmente há múltiplas lesões, mais frequentemente na área genital (em adultos). Nesse caso, quando a infecção é transmitida sexualmente, as lesões geralmente limitam-se à região anogenital. As pápulas são facilmente removíveis dando saída a material esbranquiçado que contém as partículas virais.
No homem, as lesões surgem no pênis, nas faces internas das coxas e em toda a região pubiana; na mulher surgem também nas faces internas das coxas, no púbis e na vulva.
O período de incubação varia de duas a oito semanas, sendo que pode haver um período de latência de até seis meses.


Sintomas: As lesões são assintomáticas. Se inflamadas ou irritadas podem desencadear ardência ou coceira. As lesões são arredondadas, elevadas, firmes e com uma depressão central característica.


Prevenção: Evitar o contato direto (físico) com as lesões de molusco contagioso.


Diagnóstico: O diagnóstico é feito pelo aspecto clínico das lesões, pelo aspecto do material obtido à expressão das pápulas e, eventualmente, por meio da biópsia.


Tratamento: O tratamento não é realmente necessário, porém se o paciente quiser as pápulas podem ser removidas por curetagem ou com nitrogênio líquido ou iodeto. O tratamento geralmente é fácil e rápido, contudo isso depende do organismo de cada paciente. Também ocorre involução espontânea das lesões, sem deixar sequelas, após 6 meses a 2 anos do seu início. 

HERPES GENITAL SIMPLES

Descrição: É uma infecção viral causada pelo Herpes hominis virus (ou herpes simplex), por seus dois tipos antigênicos de vírus: HSV1 (tipo 1) e HSV2 (tipo 2). O vírus tipo 1 é responsável geralmente por lesões na boca e lábios; raríssimas vezes causa infecções genitais. 
O vírus tipo 2 é responsável pela maior parte dos casos de herpes genital e apenas 15% do herpes oral. Acredita-se, a exemplo de outras infecções genitais, que o vírus herpes simplex penetre no corpo por pequenas escoriações (raspados) ou fissuras na pele ou mucosas, resultante do ato sexual. A infecção causada pelo vírus tipo 2 é mais comum nas mulheres provavelmente porque a transmissão homem-para-mulher seja mais provável do que mulher-para-homem. 
O herpes é o caso mais frequente de ulcerações genitais. Nas mulheres comumente são afetados os grandes e pequenos lábios e a forquilha. Nos homens o herpes ataca a glande, o prepúcio e o corpo do pênis. A infecção perianal é comum nos homens homossexuais.
O período de incubação, geralmente, varia de 1 a 26 dias. Porém, pode ser indeterminado se se levar em conta a existência de portadores em estado de latência (sem manifestações) que podem a qualquer momento, manifestar a doença. 


Sintomas: Ardência: as vesículas se agrupam e se rompem formando dolorosas úlceras superficiais, mal-estar, dores musculares e de cabeça, febre, retenção urinária, perda da sensibilidade na região dos genitais. Em mulheres pode ocorrer corrimento vaginal e nos homens corrimento da uretra do pênis.


 

Prevenção: A prevenção mais eficaz é abster-se do contato sexual com pessoas portadoras da doença.
Como as ulcerações podem ocorrer nas áreas genitais dos homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex, o seu uso correto e consistente somente pode reduzir o risco de transmissão do herpes genital quando envolve toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não cobrir toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante proteção contra herpes genital.


Diagnóstico: Na maior parte dos casos o simples exame clínico permite ao médico diagnosticar o herpes. Em casos mais complexos ou menos evidentes o vírus é recolhido de pústulas e cultivado em meios com células vivas de animais. A observação pelo microscópio destas culturas revela inclusões virais típicas nas células.


Tratamento: Até o momento, não há cura para o herpes nem mesmo um tratamento definitivo, embora alguns fármacos possam reduzir os sintomas e o risco de complicações.





FTIRÍASE

Descrição: Chato (Pthirus pubis) é o parasita que causa pediculose pubiana ou ftiríase e habita os pelos da região pubiana principalmente, mas pode ainda ser encontrado nas coxas, baixo tórax, axilas e até na barba e no couro cabeludo. Assim como o piolho do cabelo, o chato aloja-se na base dos pelos, onde deposita seus ovos. Os chatos são disseminados através do suor, de roupas de uso pessoal, roupas de cama e de toalhas e contato corporal bem como através do contato sexual. Por isso, todos os parceiros com os quais o paciente teve contato sexual dentre os 30 dias anteriores ao diagnóstico, devem ser verificados e tratados, e o contato sexual deve ser evitado até que todos os parceiros tenham completado o tratamento com sucesso e estejam em processo de cura.
Devido a forte associação entre a presença de piolhos-púbicos e outras doenças sexualmente transmissíveis, pacientes nos quais o parasita foi diagnosticado, devem submeter-se a exames para identificar outras DSTs. A infecção de crianças e adolescentes pode indicar abuso sexual.


Sintomas: 
O principal sintoma é o prurido (coceira), geralmente na região pubiana, que resulta de uma hipersensibilidade à saliva do parasita e se torna intenso o suficiente em duas ou mais semanas após a infestação inicial. Na maioria das infestações uma mancha marrom acastanhado surge no local da picada, essa mancha permanece por cerca de dois dias, o que também é uma característica da infestação.


Diagnóstico: O diagnóstico pode ser feito pela observação dos piolhos e das lêndeas na base dos pelos e da presença de parasitas na pele da região afetada. Os piolhos pubianos disseminam umas manchas minúsculas de cor castanho escuro (excrementos dos piolhos) nas roupas íntimas (nas áreas onde elas entram em contato com os órgãos genitais e com o orifício retal). Os piolhos pubianos são particularmente difíceis de ser encontrados.


Prevenção: A única forma de evitar a pediculose pubiana é impedir o contato com os piolhos e a fixação das lêndeas. 

Tratamento: Loções de limpeza com Permethrin a 1% e piretrinas (substâncias pesticidas) podem ser utilizadas no tratamento da ftiríase e não devem ser utilizadas em mulheres infectadas que estejam grávidas ou amamentando. Tais agentes devem ser aplicados sobre a área afetada e enxaguados após 10 minutos. A resistência dos chatos a piretróides é algo raro. Um segundo tratamento após 10 dias é recomendado. É essencial mudar os lençóis da cama depois do primeiro tratamento. Os lençóis sujos devem ser fechados em sacos de plástico, sem ar e bem amarrados, e deixados durante 15 dias. Deste modo evita-se a reprodução de piolhos e ovos que poderão ter ficado nos lençóis e possibilitar uma re-infestação.
Quem vive na mesma casa do portador de pediculose pubiana deve receber tratamento preventivo.


Recomendações: 
  • Troque de roupas diariamente. Faça o mesmo com a roupa de cama e de banho todos os dias;
  • Lave as roupas em água quente ou mande lavá-las a seco se não puderem ser imersas em água;
  • Procure certificar-se de que todas as pessoas da família estão tomando os mesmos cuidados;
  • Não se esqueça de repetir a aplicação do remédio sete dias depois da primeira aplicação.

CANDIDÍASE

Descrição: A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital, causada por fungos sendo a espécie mais frequente a cândida albicans. Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual. Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. O diagnóstico é feito no exame ginecológico através da identificação do fungo nas secreções vaginais.

Sintomas e sinais: Caracteriza-se por coceira, ardor, dispareunia (dor na relação sexual) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se inchadas e avermelhadas. As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal (virilha). No homem apresenta-se com a balanopostite que é uma inflamação generalizada da glande (cabeça do pênis) e do prepúcio (dobra de pele e membrana mucosa de duas camadas retráctil que cobre a extremidade do penis) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas.








Prevenção: As principais formas de prevenção são bastante simples, e evitam também outras doenças, sendo elas: não usar medicamentos sem orientação médica; evitar uso de calças apertadas, calcinhas e meia-calças de tecidos sintéticos; manter uma alimentação balanceada; não utilizar duchas vaginais; realizar higiene adequada da região genital, com sabonete; secar bem a pele depois do banho e não permanecer muito tempo com roupas úmidas; ainda que os casos de transmissão durante a relação sexual (vaginal, anal ou oral) não sejam comuns, o uso da camisinha é importante.

Diagnóstico e tratamento: O tratamento é simples e consiste em uma dose oral de antifúngico ou creme vaginal, que deve ser indicada pelo ginecologista. Em pacientes com imunossupressão ou infecção mais grave, o tratamento deve ser por pelo menos sete dias.

GIARDÍASE

Descrição: A Giardíase é uma infecção intestinal causada por um protozoário flagelado, Giardia lamblia, limitada ao intestino delgado e ao trato biliar. Este parasita apresenta-se sob as formas de trofozoítos que são as formas ativas vivendo e se reproduzindo no hospedeiro e as formas de cistos que são as formas infectantes e de resistência do parasita. Os cistos ingeridos, em passando pelo meio ácido do estômago, são ativados e se transformam em trofozoitos.
A maioria das epidemias comunitárias se dá por contaminação do suprimento de água. A contaminação direta se faz por transferência dos cistos através de mãos sujas de fezes para a boca e indiretamente pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Animais contaminados como cães, gatos e gado. Os cistos contaminantes podem permanecer viáveis no meio ambiente por meses.

Sintomas e sinais: O período desde a ingestão dos cistos até o surgimento da doença varia de uma a quatro semanas. A maioria das infecções tanto em adultos como em crianças é assintomática caracterizando-se apenas pela eliminação do microrganismo. A infecção sintomática pode propagar-se com amplo espectro de manifestações clínicas, desde diarréia aguda com fezes aquosas e dor abdominal até diarréia crônica conseqüente à má absorção o que acarreta esteatorréia (fezes com excesso de gordura com mau odor e que aderem às paredes da louça sanitária) propiciando o surgimento de deficiência das vitaminas lipossolúveis e até mesmo déficit de crescimento. Os sintomas diarréicos são devidos a toxinas produzidas pela Giardia e a reação é atribuída à multiplicação dos parasitas.

Incidência: A transmissão é oral - anal e nesta situação tem como população de risco as pessoas pobres com más condições de higiene, crianças pequenas e, adultos que não tomam precauções higiênicas nas relações sexuais principalmente em sexo anal.

Prevenção: Medidas de higiene como lavar as mãos, precauções com a higienização dos alimentos principalmente daqueles consumidos crus, filtração da água, cloração da água distribuída, fervura da água não tratada, e o tratamento de pessoas e animais doentes são pontos importantes na prevenção da doença.

Diagnóstico e tratamento: O diagnóstico da doença é feito através do exame de fezes. 



AMEBÍASE INTESTINAL

Descrição: É uma infecção por parasita ou protozoário que acomete o homem podendo ficar restrita ao intestino. Mais freqüentemente o órgão preferencial a ser comprometido é o fígado. O agente causal é a Entamoeba hystolitica. Recentemente identificou-se um parasita com a mesma forma da Entamoeba hystolitica que não causa doença (Entamoeba dispar). Isto é importante porque o achado da ameba nas fezes de um indivíduo não necessariamente caracteriza amebíase, mas é sempre importante procurar um médico, pois a diferenciação de uma para a outra é feita por exames. Pode-se adquirir a doença através da ingestão de alimentos ou água contaminada com matéria fecal contaminada com os cistos da Entamoeba. Nos homossexuais, femininos e masculinos, o contágio se dá através do contato oro-anal. Pode-se também adquiri-la de outras formas, mas são bem menos freqüentes e estão restritas praticamente a pessoas com a imunidade comprometida.

Sintomas e sinais: Os sintomas das pessoas com amebíase vão desde a diarréia com cólicas e aumento dos sons intestinais até a diarréia mais intensa com perda de sangue nas fezes, febre e emagrecimento. Nestes casos ocorre invasão da parede do intestino grosso com inflamação mais intensa e os médicos chamam de colite. Podem ocorrer ulcerações no revestimento interno do intestino grosso, por esta razão o sangramento. Não muito comumente o protozoário pode penetrar na circulação e formar abscessos (coleções fechadas no interior de algum órgão ou estrutura do corpo) no fígado que causam dor e febre com calafrios. Estes abscessos podem romper-se para o interior do abdômen ou mesmo do tórax comprometendo as pleuras (camada que reveste os pulmões) ou o pericárdio (camada que reveste o coração). Também raramente podem formar-se tumorações no intestino que se denominam “amebomas”.

Incidência: Este parasita infecta aproximadamente 1% da população mundial, principalmente a população pobre de países em desenvolvimento.

Prevenção: Como na maioria das parasitoses intestinais as medidas de saneamento básico como tratamento da água e esgotos são decisivas na prevenção desta doença. Os alimentos mais freqüentemente contaminados são os vegetais cultivados junto ao solo. A higiene destes alimentos crus deve ser rigorosa com detergentes potentes seguido de imersão em solução de vinagre ou ácido acético por 10 a 15 minutos. A água somente após ser fervida fica totalmente livre destes protozoários. Os hábitos gerais de higiene como lavar as mãos após o uso do sanitário são medidas de educação que com certeza contribuem na prevenção. A fiscalização dos prestadores de serviços na área de alimentos pela vigilância sanitária é de suma importância.

Diagnóstico e tratamento: A droga mais utilizada pelos médicos para tratar a doença é um antimicrobiano com nome de metronidazol, mas existem outros com uso recomendado para circunstâncias específicas. O tempo de tratamento pode variar conforme o comprometimento da pessoa. Ás vezes, quando houver a formação de abscessos hepáticos pode ser necessário aspirá-los com agulha para diagnóstico ou tratamento, muito raramente estes casos irão à cirurgia.
O tratamento adequado destes pacientes ajuda a eliminar fontes de propagação da doença, principalmente na zona rural onde a água tratada não é sempre disponível. Recentemente a possibilidade de vacina para um futuro não muito distante mostrou-se viável.



TRICOMONÍASE

Descrição: O protozoário Trichomonas vaginalis causa uma infecção no trato genituário da mulher e do homem, É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta. O contato sexual é a principal via de transmissão. O tricomona aloja-se na vagina, na uretra, e provavelmente na bexiga do homem e da mulher. Em condições especiais é possível a transmissão por meio de banheiros públicos, saunas, toalhas de banho e material mal esterilizado usado em exame ginecológico, mas esses casos são raríssimos.

Ciclo de vida do Trichiomonas


Sintomas e sinais: Normalmente, apenas as mulheres apresentam sintomas associados à infecção por Trichomonas. Os sintomas incluem a inflamação do colo do útero (cervicite), a uretra (uretrite), e da vagina (vaginite), que produzem uma sensação de coceira ou ardor. O desconforto pode aumentar durante a relação sexual e urinária. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo-esverdeada), podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.





Incidência: é mais frequente a transmissão heterossexual, mas ocorre também entre homossexuais femininas.

Complicações/Consequências: A tricomoníase é associada com maior risco de transmissão do HIV, pode causar um baixo peso ou nascimento prematuro da criança (em casos de gestantes). A tricomoníase é também associada com o aumento das chances de câncer de colo uterino. Essa evidência sugere que a infecção no sexo masculino potencialmente aumenta os riscos de câncer de próstata desenvolvimento na disseminação devido à inflamação

Prevenção: uso de preservativos.

Diagnóstico e tratamento: A tricomoníase é diagnosticada pela observação visual do tricomonas através de um microscópio. Nas mulheres, o examinador coleta da amostra, durante um exame pélvico, inserindo um espéculo na vagina e em seguida, usando um aplicador de algodão para recolher a amostra. A amostra é então colocada sobre uma lâmina de microscópio e enviada a um laboratório para ser analisado. O exame também pode revelar pequenas úlceras vermelhas na parede vaginal ou colo do útero.O tratamento pode ser oral para o homem e local para a mulher. Para não-grávidas e gestantes geralmente utiliza-se metronidazol, mas com precaução, especialmente nos estágios iniciais da gravidez. Os parceiros sexuais, mesmo que assintomáticos, devem ser tratados simultaneamente.


LINFOGRANULOMA VENÉREO

Descrição: é causada pela bactéria Chlamydia trachtomatis, em particular pelos serótipos (se diferem pela reação aos anticorpos) L1, L2 e L3 - mais frequentemente pelo L2 -, que se distinguem dos serótipos da bactéria que causam as doenças nos olhos e clamídia genital comum. O linfogranuloma venéreo caracteriza-se primariamente pela inflamação de vasos linfáticos e linfonodos. Nos países desenvolvidos, a doença era considerada rara antes de 2003.  No entanto, um recente surto na Holanda entre homossexuais chamou atenção para um aumento significativo na Europa e também nos Estados Unidos.

Sintomas e sinais: Estágio primário: ocorre o aparecimento de uma lesão genital primária de curta duração e se apresenta como uma ulceração ou pápula. Por ser uma lesão passageira (3 a 5 dias), frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino.


 Estágio primário 


Estágio secundário: Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.


 Estágio secundário

Incidência: Esta infecção apresenta uma maior incidência nos homens entre os 20 e os 30 anos e é mais frequente em regiões de África, Ásia e América do Sul, sobretudo nos países em desenvolvimento, dada a falta de informação e de cuidados de saúde.

Complicações/Consequências: elefantíase do pênis, escroto e vulva. proctite (inflamação do reto) crônica e estreitamento do reto. 

Prevenção: A prevenção é feita através do uso do preservativo e da higienização dos órgãos sexuais após o coito.

Tratamento: O tratamento envolve antibióticos e pode envolver a drenagem dos bubões por aspiração com agulha ou incisão. Medidas de suporte adicional podem ser tomadas, como o reparo de fístula retovaginal ou colostomia para a desobstrução retal.

DONOVANOSE

Descrição
Também chamada granuloma inguinal, a donovanose costuma ser transmitida pelo contato sexual, mas pode haver contágio sem ocorrência de ato sexual. Aparece em regiões tropicais e subtropicais e não é muito contagiosa.


Sintomas
Pequenos nódulos indolores aparecem após 10 a 40 dias após o contato com as bactérias. Depois do estouro dos nódulos, criam-se úlceras genitais que sangram. A infecção se espalha e mutila o tecido infectado. A infecção continua a destruir o tecido até ser tratada. As lesões ocorrem normalmente no pênis e bolsa escrotal do homem e nos pequenos lábios, vulva e púbis na mulher. Podem aparecer também no ânus. Raramente aparecem na parede vaginal ou no colo uterino. A exemplo, um caso na Índia levou a auto- amputação parcial do pênis. O microorganismo se espalha a partir de um hospedeiro para outro por contato com as feridas abertas.





Incidência: A incidência é maior em homens hetero e homossexuais, principalmente em pessoas de baixa condição sócio-econômica e em jovens em início de vida sexual.

Complicações/Consequências: deformidades genitais, elefantíase, tumores. O progresso das úlceras em última análise culmina para a destruição do tecido interno e externo, com vazamento extenso de muco e sangue. A natureza destrutiva da donovanose também aumenta o risco de superinfecção por outros patógenos.

Prevenção: uso de preservativos e higienização após o ato sexual.

Tratamento
Através de antibióticos: três semanas de tratamento com eritromicina, estreptomicina, ou tetraciclina, ou 12 semanas de tratamento com ampicilina são as formas padrão de terapia. Normalmente, a infecção começa a diminuir dentro de uma semana de tratamento, mas o período de tratamento completo deve ser seguido a fim de minimizar a possibilidade de recaída. Eventualmente o tratamento deve ser cirúrgico, quando o estágio da doença está bastante avançado. 




CANCRO MOLE

Descrição: É uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi. Apresenta um período de incubação de dois a cinco dias.

Sintomas: Os sintomas da doença incluem uma ulceração dolorosa, com a base mole, avermelhada, com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália exterma. Pode também acometer o ânus e mais raramente os lábios, a boca, a língua e a garganta. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer inchação na virilha.

Lesões localizadas no pênis



Diagnóstico: O diagnóstico da doença é feito a partir da coleta de material das lesões e a sua posterior análise.

Tratamento: O tratamento do cancro mole é feito por meio do uso de antibióticos.

Prevenção: Para a prevenção do cancro mole, é necessária a utilização de preservativos       nas relações sexuais.

SÍFILIS

Descrição: Sífilis ou lues é uma doença infecto-contagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser transmitida da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.
Não sendo tratada rapidamente, a sífilis pode trazer prejuízos a vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.


Lesão localizada no pênis



Sintomas: Os primeiros sintomas da sífilis são lesões duras, mas nem sempre doloridas nos órgãos genitais, as quais também podem ocorrer no ânus, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na planta dos pés.
Mesmo não sendo tratadas, essas lesões costumam desaparecer em alguns dias. Contudo, isso não indica que a doença tenha desaparecido. Ela continua ativa no organismo, podendo causar manchas avermelhadas na pele e nas mucosas (sífilis secundária e alterações no sistema nervoso central (sífilis terciária).



Lesão localizada na vulva (grandes lábios)

Diagnóstico: O diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue, nas fases iniciais da doença.


Tratamento: No tratamento da sífilis é utilizada a penicilina. Esse tratamento deve ser acompanhado com exames de sangue para verificar a evolução da doença.

Prevenção: Para a prevenção da sífilis, é necessária a utilização de preservativos nas relações sexuais.

GONORRÉIA


Descrição: Gonorreia, blenorragia ou uretrite gonocócica é uma doença infectocontagiosa sexualmente transmissível, causada pela bactéria Neisseria gonorrheae. Ela acomete especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo.
A bactéria causadora da doença se dissemina pela corrente sanguínea, agredindo as grandes articulações ou causando feridas na pele. Pode também afetar a região anal e da orofaringe, resultando em obstrução do canal anal e alterações na voz, no caso da prática de sexo anal e oral.

Feridas na pele – Gonorreia


Sintomas: A bactéria da gonorreia provoca inflamação do canal da uretra, infecção, dor ou ardor ao urinar e saída de secreção purulenta através da uretra. Nos homens, em geral, os sintomas são mais aparentes. Nas mulheres, entretanto, a doença pode ser assintomática.

Diagnóstico: O período de incubação da doença é de cerca de 24 horas. Portanto, uma das maneiras de fazer o diagnóstico clínico da doença é perguntar quanto tempo depois da relação sexual apareceu a lesão e se a secreção lembra pus.
A comprovação do diagnóstico é feita a partir de exames laboratoriais específicos. Um dos exames que pode ser feito envolve a coleta de material diretamente da uretra.

Tratamento: Utiliza-se a azitromicina e uma série de outros antibióticos no tratamento da gonorreia, mas é dada preferência às medicações ministradas em doses únicas assistidas.
O tratamento da gonorreia é simples, barato  e está disponível gratuitamente na maioria dos postos de saúde.
Não sendo tratada, a doença pode causar infertilidade nos homens. Nas mulheres, pode chegar ao útero, às trompas e aos ovários e provocar um processo inflamatório que, além de infertilidade, é responsável por uma complicação grave, às vezes fatal, chamada doença inflamatória da pélvis.

Prevenção: Para a prevenção da gonorreia, é necessária a utilização de preservativos nas relações sexuais.



Articulações acometidas pela gonorréia



Sintoma da gonorréia

O QUE SÃO DST's?

DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são doenças, infecções e infestações causadas, geralmente, por microorganismos patogênicos, mas também por alguns macrorganismos, que se instalam sobre, próximo ou dentro dos órgãos genitais ou em partes do corpo utilizadas no relacionamento sexual.
Entre os agentes infecciosos se encontram os vírus, os fungos, as bactérias e os parasitas, que felizmente não resistem muito tempo fora do organismo por efeito da luz solar, temperatura, dessecamento, agentes químicos e outros. Esses agentes infecciosos acabam sendo transportados pelo sêmen e por fluídos sexuais.  Pode haver também transmissão dessas doenças por vias não sexuais, ou seja, em que não haja, necessariamente, o contato sexual. Porém esse tipo de transmissão é menos frequente e há raríssimos casos confirmados.
Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. As mulheres representam um grupo que deve receber especial atenção, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo para tornarem-se perceptíveis ou confundem-se com as reações orgânicas comuns de seu organismo.
O ramo da medicina que estuda as DST é denominado no Brasil "Deessetologia".

Voltando no tempo

Antiguidade

As doenças sexualmente transmissíveis estão relacionadas aos comportamentos sexuais humanos e, portanto, devem existir desde tempos imemoriais.
Os primeiros relatos de corrimentos uretrais datam de 2637 a.C.. Na Bíblia, há também referências sobre essas doenças. O relato bíblico descreve uma guerra entre israelitas (sob o comando de Moisés) e medianitas por volta do ano 3000 a.C. Os vencedores da guerra, os israelitas, capturaram as mulheres medianitas e as violentaram sexualmente. Houve então uma “praga contra a congregação do Senhor”  na forma de uma doença. Segundo sanitaristas e exegetas – estudiosos da Bíblia – a doença referida como “praga contra a congregação do Senhor” é a gonorreia ou outra doença muito parecida.

Dos tempos medievais à atualidade

As DST são muito citadas na literatura medieval, especialmente a gonorreia.
No século XII, na Inglaterra, os donos de prostíbulos foram orientados a não permitir relações sexuais entre os seus clientes e mulheres que sofressem da “perigosa enfermidade do fogo” (gonorreia).
Nesse época, apareceu a sífilis na Europa e, até 1793, ela e a gonorreia foram consideradas como uma única doença venéria. A sífilis alastrou-se na forma de epidemia pela Europa.
Acredita-se que a sífilis tenha sido originada entre os nativos da América e tenha sido levada à Europa após a viagem de Colombo.
Durante séculos, o mercúrio[1] foi o único medicamento utilizado no tratamento da sífilis e da gonorreia e, além de colocado sobre as erupções, ele era ingerido pelos doentes. No entanto, ele não apresentava bons resultados, além de provocar muitos efeitos colaterais – como exemplo: perda  de cabelo e dentes, distúrbios renais e demência mental. Todavia, acreditava-se que os efeitos colaterais do medicamento eram, na verdade, sintomas de um estágio avançado das doenças.

Apenas em 1500, foi constatado que a sífilis era transmitida sexualmente. A doença então tomou a Hungria, a Rússia e chegou à Índia através dos exploradores portugueses, nas expedições de Vasco da Gama. Em 1505, a China então foi atingida pela sífilis. O Japão foi atingido alguns anos depois e, posteriormente, todo o mundo foi acometido pela doença.
Há evidências de que o rei Henrique VIII tenha se tornado estéril em razão de uma sífilis adquirida na juventude. Em consequência da doença, ele teria tido sérios distúrbios mentais no final da vida.
A incidência da sífilis teve uma redução entre 1850 e 1910. De acordo com o pensamento da sociedade da época, as pessoas diferenciadas social e intelectualmente se preveniam mais para evitar a contração da doença.
Em 1910, foi descoberto um medicamento para a cura da sífilis. Além disso, o desenvolvimento da microscopia permitiu um rápido diagnóstico para a doença.
A maior incidência das doenças sexualmente transmissíveis ocorreu após a Segunda Guerra Mundial e, a partir de então, o seu crescimento se deu, principalmente, nos países mais pobres.
A partir de 1960, devido à maior liberdade sexual, houve um aumento nos casos de doenças venérias. Esse aumento foi devido principalmente à descoberta das pílulas anticoncepcionais, que conferiram maior liberdade à mulher.
Graças à descoberta da penicilina, como medicamento, em 1939, as doenças sexualmente transmissíveis não foram capazes de dizimar populações.

[1] O mercúrio, o mais tóxico dos metais pesados, é capaz de lesar vários órgãos, provocando andar cambaleante, transtornos na visão, descontrole motor, dificuldade em distinguir vozes num grupo, entre outros efeitos. Em casos mais graves, pode levar à morte.